segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fabricação de vinho inclui produtos animais e até sangue. Inaugurada fábrica que produz Vinho Vegano. É na Itália

CLAREADORES DE VINHO DE ORIGEM ANIMAL: CLARAS DE OVOS, CARTILAGENS, VÍSCERAS E ATÉ SANGUE 




Porque procurar por orgânicos? Pois é. Aí está.
Por Marise Jalowitzki

04.maio.2015
http://decrescimentofeliz.blogspot.com.br/2015/05/fabricacao-de-vinho-inclui-produtos.html

Pois em mais de três décadas de vegetarianismo e alguns anos de veganismo, descubro agora que o saudável e puro vinho e suco de uva, produto exclusivamente de origem vegetal, pode não ser assim puro e 'vegetal' como sempre concebi!!

Agora há pouco 'descobri' que no vinho também usam filtros animais e, por vezes, até sangue!!!!!!!!!!!! 
Itália inaugura a 1ª (atenção! a 1ª!!!!) indústria de vinhos totalmente vegana! 

A-T-É QUANDO VAMOS CONTINUAR SENTINDO TANTA INDIGNAÇÃO? Há quanto tempo pagamos por produtos que enganam e tripudiam sobre nossa inteligência?

Agora, nova luta, novos requerimentos para garantir um selo que assegure que vinho e sucos de uva sejam efetivamente.....DE UVA!!!!!!!!!!!

Imagina ser alérgico à lactose (caseína do leite) e tomar um inocente vinho (e ter o azar de ele ter sido clareado com caseína?? Como saber? Consumidor precisa ser mais bem informado!

"Você sabia que nem toda bebida alcoólica é vegana? Isso porque é comum se usar filtros com produtos de origem animal ou mesmo sangue na composição de alguns vinhos mais tradicionais. Preocupada com isso, a “Fattoria CasaBianca”, da Toscana, Itália, inaugurou um vinhedo de mais de 654 hectares para produção de vinho orgânico tinto, branco e rosé sem nenhum tipo de exploração animal. A fábrica pretende produzir 400 mil garrafas por ano e o vinho foi intitulado de Chianti Coli Senesi."(Cultura Veg )

"O vinho normalmente contém uvas, fermento e uma pequena porção de sulfitos (sais do ácido sulfuroso, acrescentados ou criados durante a fermentação), que servem para a conservação da bebida. Mas, para apressar a remoção de sólidos insolúveis que se agregam ao vinho durante o processo, os produtores querem eliminá-las. Tais sólidos insolúveis são células mortas, fragmentos das cascas das uvas, dos talos, sementes, polpas e também colóides, substâncias microscópicas, a maior parte formada de moléculas orgânicas que sobraram do processo de fermentação. 

Elas respondem, por exemplo, por qualidades como a viscosidade do vinho, o seu "corpo". O objetivo é evitar que essas partículas turvem o vinho. Querem o vinho claro, brilhante, bonito de ver." (Bolsa de Mulher)





CLAREADORES DE VINHO DE ORIGEM ANIMAL: CLARAS DE OVOS, CARTILAGENS, VÍSCERAS E ATÉ SANGUE 


Claras de ovo têm sido utilizadas há centenas de anos nas regiões da Borgonha e de Bordeaux, na França, em também em Portugal, por exemplo. O ovo é muito utilizado em produções de boa qualidade. Dois ou três ovos podem clarear um barril inteiro de 225 litros.
Gelatina, geleia obtida pela fervura de tecidos animais como a pele, tendões, ligamentos, etc, ou ossos, de mamíferos grandes, tais como vacas e porcos é bastante popular em vinhos baratos, junto com  a bentonita (um tipo de terra).
Vesícula de peixe - contém uma substância chamada ictiocola. Também, usam-se aglomerados derivados de crustáceos (da quitina, mais especificamente, a substância que os reveste).
No rótulo anterior da garrafa de vinho, pode-se ver ocasionalmente o aviso "contém derivados de peixe". Países como a Nova Zelândia, com um grande número de vegetarianos, tornaram essa advertência obrigatória.
Utiliza-se também a caseína, uma proteína existente no leite, que afeta a muitas pessoas (normalmente conhecidas como 'alérgicas a lactose').
O uso de sangue coagulado, especialmente de bovinos, vem caindo drasticamente, e vários países vinícolas, como Estados Unidos e França, tornam-no ilegal. (Revista Adega) No Brasil, não temos qualquer especificação sobre sistema de clareamento.

Alternativas clareadoras não-animais incluem pedra calcária, caulino e "kieslguhr" (argilas), caseína de plantas, gel de sílica e placas vegetais. (Centro Vegetariano )
Empregam a bentonita, uma sílica (silicato de alumínio hidratado) natural, que absorve soluções aquosas – ou seja, têm o mesmo efeito das gelatinas. Só que sua origem é a terra. Vinhos clarificados com bentonita são perfeitamente aceitos por vegetarianos. Mas como eles poderão saber? Essa informação não consta dos rótulos.
PROCESSO NATURAL DE CLAREAMENTO PODERIA SER APENAS POR TEMPO, MAS ISSO AUMENTARIA O PREÇO E DIMINUIRIA OS LUCROS
Esses produtores poderiam não utilizar nada e esperar que todos esses elementos se assentassem no fundo dos barris ou dos tanques de armazenamento da bebida, quando então começariam a retirar apenas a parte superior da bebida, devidamente "clarificada".
Mas isso levaria um tempo enorme, o que resultaria em gastos maiores, pois quanto mais tempo a bebida leva para ser comercializada, mais cara ela fica para o produtor (e, logo, para os consumidores).Então, nossos produtores há centenas de anos começaram a usar claras de ovos e outros elementos para "afinar" seus vinhos mais rapidamente. Eles têm uma polaridade oposta a dos vinhos. Assim, atraem aquelas partículas que turvam a bebida e as levam para o fundo do barril. Fica mais rápido e fácil de retirá-las, em seguida. Além disso, são baratíssimos.
COMO SABER? COMO ESCOLHER?
A verdade é que nenhum desses produtos vai aparecer ou alterar o vinho quando finalmente ele for colocado nas garrafas. Ninguém será capaz de percebê-los. Mas aqui o que conta é o princípio, a filosofia que orienta os vegetarianos e veganos.
Contudo, existem vinhos que podem servir a essa filosofia. São aqueles que têm nos rótulos dizeres como "não afinado e não filtrado" ("unfined and unfiltered"), particularmente
originários dos Estados Unidos, onde essas palavras servem até para demonstrar uma vantagem mercadológica.
Um vinho marcado como "unfined" não teria passado por um agente clarificador. O vinho às vezes foi filtrado (passou por um filtro microscópico para remover as impurezas), sem que tenha sido "afinado" (não se submeteu aos agentes clarificadores). Mas isso é o que dizem esses rótulos. 
Como ter certeza? Um pouco mais seguros são os vinhos "kosher" feitos segundo as estritas leis do judaísmo. A União das Congregações dos Judeus Ortodoxos dos Estados Unidos garantem que os vinhos por ela cerficados não usam qualquer tipo de agente clarificador de origem animal. Mas ressalvam que não podem assegurar as condições de produção dos vinhos kosher de outros países.
Nos supermercados ou lojas especializadas fica praticamente impossível para o vegetariano escolher o vinho mais apropriado: os rótulos não esclarecem nada sobre o processo de filtragem ou "clarificação". Talvez a solução esteja em consultar importadores ou lojas de sua confiança.
É uma situação difícil. Na Inglaterra é publicado um guia que orienta os vegetarianos sobre que produtos comprar, inclusive bebidas, sem que se tema por contatos com produtos de origem animais na sua fabricação. (Bolsa de Mulher)
Sabemos que muitos refrigerantes e sucos contem corantes de origem animal. 

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira e Colunista
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 






SOBRE SUCO DE UVA VEGANO E UVAS:

Xarope de inverno com folha de parreira e maracujá, olha só!

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Uvas, maravilha da Criação!




















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